Presidente Maduro insta a União Europeia a escutar e respeitar a verdade da Venezuela

 

Caracas, 17 Oct. AVN.- O presidente da República, Nicolás Maduro, assegurou que a Venezuela é garantia de paz na região latino-americana e caribenha, ao mesmo tempo que rejeitou os questionamentos da União Europeia em relação às eleições regionais, organismo que "se deixou possuir por uma visão parcializada a favor da direita" venezuelana, subordinada aos interesses de Washington.

"Tomara que retifiquem a tempo e não se subordinem à política de Donald Trump. Tomara que abram os olhos e vejam que o chavismo na Venezuela é maioria e é insubstituível. Somos garantia de paz para a América do Sul, para o Caribe, para a América central. Se o chavismo fosse derrubado, viria uma crise gigantesca no Caribe, na América do Sul, na América Central", advertiu durante coletiva de imprensa para os meios de comunicação internacionais no Palácio de Miraflores.

Também deplorou que o governo da Espanha tenha questionado o processo eleitoral e político da Venezuela. "Não tem moral o governo da Espanha que reprimiu o povo da Catalunha, que prende o presidente da Assembleia Nacional da Catalunha, que persegue o povo da Catalunha. Eu nao me meto no tema da Catalunha, não me pronuncio sobre a independência (da Catalunha), esse é um assunto interno da Espanha, mas o governo da Espanha não tem moral para se referir ao país mais democrático do continente", declarou.

O chefe de Estado reiterou o pleno respeito da Venezuela aos povos da Europa e, portanto, exige respeito a seus governantes, em especial as nações como a Alemanha, que "se mete em assuntos internos, únicos exclusivos dos venezuelanos"

"Tomara que a Europa nos escute e deixem sua opiniao sesgada, parcializada, só escutam uma parte, a da direita extremista. Se quisessem falar para mim, estou pronto para falar pessoalmente com todos os governos europeus, mas com muito respeito", afirmou o mandatário.

Embaixador no Canadá chamado para consultas

O presidente Nicolás Maduro chamou para consultas nesta terça-feira o embaixador da Venezuela no Canadá, Wilmer Barrientos, segundo informou o chanceler Jorge Arreaza aravés de sua conta no Twitter.

A decisão acontece depois das declarações realizadas pelo governo canadense que questionou a legitimidade da eleição para governadores.

"Os governos de direita desrespeitam onze milhões de venezuelanos que saíram a votar nas eleições regionais. Não me importa que o governo do Canadá reconheça os resultados, nós somos independentes e soberanos, governo insolente. A Venezuela nos pertence, deixem quieta nossa pátria", asseverou.

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Foto: Presidência da República

17/10/2017 - 03:41 pm