Governo bolivariano combate máfias que distorcem venda de pão

Foto: Fausto Torrealba, AVN

Caracas, 20 Mar. AVN.- O superintendente nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconômicos (Sundde), William Contreras, advertiu nesta segunda-feira que a chamada guerra do pão faz parte dos planos de desestabilização realizados por setores da direita para atentar contra o povo e a paz da nação.

"Todos os fatores que estão comprometidos com isto visam a desestabilização da República, a desestabilização do governo do presidente Nicolás Maduro. Nós não temos nenhuma dúvida", disse em entrevista para "Venezolana de Televisión", ao se referir às irregularidades detectadas na produção e venda de pão em estabelecimentos privados.

Contreras assegurou que o governo bolivariano, através do Plano piloto 700, continuará com a supervisão permanente nas padarias privadas para garantir a correta distribuição de pão nas paderias privadas de Caracas e combater as máfias que atuam no setor.

"Esta equipe da Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconômicos vai permanecer o tempo que for necessário até que se estabilize a atividade nas padarias (...) a única forma que não tenham pão é que não tenham matéria-prima", explicou.

O superintendente disse que após identificar a existência de 709 padarias em Caracas, o governo nacional convocou os donos e encarregados dos negócios para identificar os pontos críticos e definir os próximos passos.

"O primeiro que dissemos é que qualquer ação tem que estar acompanhada da correção da desigualdade na distribuição que existe nas padarias. Quer dizer, tem padarias que recebem mais matéria-prima que a que podem processar, e tem outras que recebem menos", explicou.

Contreras negou que o Plano piloto 700 represente "uma perseguição ao padeiro", já que este mecanismo de acompanhamento tem como objetivo otimizar que a população tenha acesso ao pão, especialmente as famílias caraquenhas.

"A baguete e o pão francês devem ser produzidos continuamente nas padarias. Às sete da manhã deve estar saindo a primeira fornada de pão. 90% do saco de trigo deve ser utilizado para a baguete e o pão francês", asseverou.

Após vários diagnósticos prévios, Contreras denunciou que várias padarias desviavam sua matéria-prima e vendiam a um custo mais elevado em outros locais, como pizzarias.

"O empréstimo da matéria-prima entre padarias para a elaboração do pão está proibido, é um delito previsto pela Lei", destacou.

Até o momento as autoridades prenderam quatro pessoas, das quais duas não acataram as ordens e criaram obstáculos para a inspeção.

20/03/2017 - 03:13 pm