Chávez abriu as portas para a reinvindicação do povo com o Poder Constituinte

 

Caracas, 14 Jul. AVN.- O povo da Venezuela foi chamado novamente às urnas no domingo 30 de julho, quando definirá seus constituintes para avançar no fortalecimento das bases políticas, econômicas, sociais e culturais criadas em 1999 através da Assembleia Nacional Constituinte (ANC). É a segunda vez, em menos de duas décadas, que os venezuelanos são convidados a participar de uma votação para eleger deputados desta instância do Poder Originário: a primeira convocação foi feita há 18 anos pelo comandante da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez.

"Aí está o povo da Venezuela empurrando de novo, mais uma vez, sua própria revolução, tomando as rédeas de seu próprio potro, orientando o azimute da bússola", disse o líder socialista em 5 de agosto de 1999, onze dias depois da eleição dos 131 membros da Assembleia Constituinte, quando foi ao Palacio Federal Legislativo apresentar propostas para a consideração do Poder Originário.

A participação popular, dizia Chávez, é o povo lavrando o caminho rumo a seu destino, e é precisamente a Constituinte a ferramenta fundamental para conseguir este objetivo, em meio a essas dificuldades. "Sopra vento forte, sopra tempestade, que tenho uma Assembleia para manobrar-te", afirmava recordando um fragmento da obra de Shakespeare, denominada A Tempestade.

O líder da Revolução Bolivariana reiterou em várias ocasiões e em diferentes cenários que a Constituinte, além disso, é o espaço para o debate e o diálogo nacional, onde o povo é o principal protagonista para a tomada de decisões destinadas a reconstruir e reivindicar a nação.

Chávez também afirmava, que entendendo a transcendência do processo, a Constituinte seria alvo dos ataques das corporações midiáticas do pais e do mundo, que tentarão tergiversar, manipular e enganar com suas campanhas e, assim, evitar seu avanço.

"Temos que dizer ao mundo com muita firmeza e com muita clareza o que está acontecendo aqui, porque começou a aparecer em várias partes do mundo, ou estão tentando, o que se conhece com o nome de uma matriz de opinião, comparando a Venezuela com um mundo de selvagens. Tentando dizer ao mundo que a Assembleia Constituinte é uma horda de primitivos", denunciou Chávez em 11 de agosto de 1999, quando foi ratificado como presidente da República.

Hoje, quase 18 anos depois daquele discurso e faltando menos de 20 dias para a 21ª primeira eleição na Venezuela, se repete esse mesmo roteiro denunciado por Chávez. A nova convocação virou alvo de ataques; enquanto isso, a população está chamada a dar um novo exemplo de democracia ao mundo impondo assim a paz.

Hoje, como há 18 anos, "a Assembleia Constituinte está chamada a ser,como diria (o Libertador Simón) Bolívar, quando falava da Sociedade Patriótica, centro de luzes, centro de moral, centro dinâmico de discussão livre e aberta, porque é um processo de construção e de criação do que se trata".

14/07/2017 - 09:36 am